— Watanabe, ¿sabes lo que más me gusta de las películas porno?
— No.
— Pues que cuando empieza una escena de sexo se oye cómo alrededor en la sala todo el mundo traga saliva. ¡Glup! —comentó Midori—. Me encanta ese ¡glups! ¡es muy gracioso!
Nothingness encapsulated. You won't feel a thing.
Saturday, July 30, 2005
Friday, July 29, 2005
En una película documental y yugoslava se ve cómo el instinto del pulpo hembra entra en juego para proteger por todos los medios a sus huevos, y entre otras medidas de defensa organiza su propio camuflaje amontonando algas y disimulándose tras ellas para no ser atacada por las murenas durante los dos meses que dura la incubación.
Como todo el mundo, Lucas contempla antropomórficamente las imágenes: el pulpo decide protegerse, busca las algas, las dispone frente a su refugio, se esconde. Pero todo eso (que en una primera tentativa de explicación igualmente antropomórfica fue llamado instinto a falta de mejor cosa) sucede fuera de toda conciencia, de todo conocimiento por rudimentario que pueda ser. Si por su parte Lucas hace el esfuerzo de asistir también como desde fuera, ¿qué le queda? Un mecanismo, tan ajeno a las posibilidades de su empatía como el moverse de los pistones en los émbolos o el resbalar de un líquido por un plano inclinado.
Considerablemente deprimido, Lucas se dice que a esas alturas lo único que cabe es una especie de intrapolación: también esto, lo que está pensando en este momento, es un mecanismo que su conciencia cree comprender y controlar, también esto es un antropomorfismo aplicado ingenuamente al hombre.
«No somos nada», piensa Lucas por él y por el pulpo.
Como todo el mundo, Lucas contempla antropomórficamente las imágenes: el pulpo decide protegerse, busca las algas, las dispone frente a su refugio, se esconde. Pero todo eso (que en una primera tentativa de explicación igualmente antropomórfica fue llamado instinto a falta de mejor cosa) sucede fuera de toda conciencia, de todo conocimiento por rudimentario que pueda ser. Si por su parte Lucas hace el esfuerzo de asistir también como desde fuera, ¿qué le queda? Un mecanismo, tan ajeno a las posibilidades de su empatía como el moverse de los pistones en los émbolos o el resbalar de un líquido por un plano inclinado.
Considerablemente deprimido, Lucas se dice que a esas alturas lo único que cabe es una especie de intrapolación: también esto, lo que está pensando en este momento, es un mecanismo que su conciencia cree comprender y controlar, también esto es un antropomorfismo aplicado ingenuamente al hombre.
«No somos nada», piensa Lucas por él y por el pulpo.
Tuesday, July 26, 2005
Sunday, June 05, 2005
We strolled through fields all wet with rain
And back along the lane again
They were the sun shine
In the sweet summertime
The way that young lovers do
I kissed you on the left once more
And we said goodbye by the door in the nighttime
Yeah, that's the right time
To feel the way that young lovers do
Then we sat on our own star and dreamed of the way that we were and the
way that we were meant to be
Then we sat on our own star and dreamed of the way that I was for you
and you were for me
And then we danced the night away
And turned to each other, say, 'I love you, I love you'
The way that young lovers do
And back along the lane again
They were the sun shine
In the sweet summertime
The way that young lovers do
I kissed you on the left once more
And we said goodbye by the door in the nighttime
Yeah, that's the right time
To feel the way that young lovers do
Then we sat on our own star and dreamed of the way that we were and the
way that we were meant to be
Then we sat on our own star and dreamed of the way that I was for you
and you were for me
And then we danced the night away
And turned to each other, say, 'I love you, I love you'
The way that young lovers do
Friday, June 03, 2005
"I'm just being what?" Nicholson asked, with a little excess of politeness.
"Logical. You're just giving me a regular, intelligent answer," Teddy said. "I was trying to help you. You asked me how I get out of the finite dimensions when I feel like it. I certainly don't use logic when I do it. Logic's the first thing you have to get rid of."
"Logical. You're just giving me a regular, intelligent answer," Teddy said. "I was trying to help you. You asked me how I get out of the finite dimensions when I feel like it. I certainly don't use logic when I do it. Logic's the first thing you have to get rid of."
Thursday, May 19, 2005
Il faut être toujours ivre, tout est là ; c'est l'unique question. Pour ne pas sentir l'horrible fardeau du temps qui brise vos épaules et vous penche vers la terre, il faut vous enivrer sans trêve.
Mais de quoi? De vin, de poésie, ou de vertu à votre guise, mais enivrez-vous!
Et si quelquefois, sur les marches d'un palais, sur l'herbe verte d'un fossé, vous vous réveillez, l'ivresse déjà diminuée ou disparue, demandez au vent, à la vague, à l'étoile, à l'oiseau, à l'horloge; à tout ce qui fuit, à tout ce qui gémit, à tout ce qui roule, à tout ce qui chante, à tout ce qui parle, demandez quelle heure il est. Et le vent, la vague, l'étoile, l'oiseau, l'horloge, vous répondront, il est l'heure de s'enivrer ; pour ne pas être les esclaves martyrisés du temps, enivrez-vous, enivrez-vous sans cesse de vin, de poésie, de vertu, à votre guise.
Mais de quoi? De vin, de poésie, ou de vertu à votre guise, mais enivrez-vous!
Et si quelquefois, sur les marches d'un palais, sur l'herbe verte d'un fossé, vous vous réveillez, l'ivresse déjà diminuée ou disparue, demandez au vent, à la vague, à l'étoile, à l'oiseau, à l'horloge; à tout ce qui fuit, à tout ce qui gémit, à tout ce qui roule, à tout ce qui chante, à tout ce qui parle, demandez quelle heure il est. Et le vent, la vague, l'étoile, l'oiseau, l'horloge, vous répondront, il est l'heure de s'enivrer ; pour ne pas être les esclaves martyrisés du temps, enivrez-vous, enivrez-vous sans cesse de vin, de poésie, de vertu, à votre guise.
Sunday, May 08, 2005
Quando as coisas do coração
Não consegue compreender
O que a mente não faz questão
E nem tem forças para obedecer
Quantos sonhos já destruí
E deixei escapar das mãos
E se o futuro assim permitir
Não pretendo viver em vão
Meu amor não estamos sós
Tem um mundo a esperar por nós
Do infinito do céu azul
Pode ter vida em marte
Entao vem cá
Me dá a sua língua
Então vem
Eu quero abraçar vocë
Seu poder vem do sol
Minha medida
Entao vem
Vamos viver a vida
Então vem
Se não eu vou perder quem sou
Vou querer me mudar
Para uma Life on Mars
Entao vem
Se nao eu vou perder quem sou
Seu poder vem do sol
Minha medida
Então vem
Vamos viver a vida
Meu bem
Se nao eu vou perder quem sou
Ou ou ou
Vou querer me mudar
Para uma Life on Mars
Não consegue compreender
O que a mente não faz questão
E nem tem forças para obedecer
Quantos sonhos já destruí
E deixei escapar das mãos
E se o futuro assim permitir
Não pretendo viver em vão
Meu amor não estamos sós
Tem um mundo a esperar por nós
Do infinito do céu azul
Pode ter vida em marte
Entao vem cá
Me dá a sua língua
Então vem
Eu quero abraçar vocë
Seu poder vem do sol
Minha medida
Entao vem
Vamos viver a vida
Então vem
Se não eu vou perder quem sou
Vou querer me mudar
Para uma Life on Mars
Entao vem
Se nao eu vou perder quem sou
Seu poder vem do sol
Minha medida
Então vem
Vamos viver a vida
Meu bem
Se nao eu vou perder quem sou
Ou ou ou
Vou querer me mudar
Para uma Life on Mars
Pero tengo una duda. ¿Merece la pena emprender ese viaje tan largo sólo para volver y contar la inacabable serie de sucesos raros que me habrán acontecido? ¿Y si me quedo en casa y simplemente los imagino?
Sunday, March 06, 2005
Criei em mim varias personalidades.
Crio personalidades constantemente.
Cada sonho meu é imediatamente,
Logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa,
Que passa a sonhá-lo, e eu não.
Para criar, destruí-me;
Tanto me exteriorizei dentro de mim,
Que dentro de mim não existo senão exteriormente.
Sou a cena viva onde passam varios actores
Representando varias peças.
Crio personalidades constantemente.
Cada sonho meu é imediatamente,
Logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa,
Que passa a sonhá-lo, e eu não.
Para criar, destruí-me;
Tanto me exteriorizei dentro de mim,
Que dentro de mim não existo senão exteriormente.
Sou a cena viva onde passam varios actores
Representando varias peças.
Tuesday, March 01, 2005
Se eu morrer novo,
Sem poder publicar livro nenhum,
Sem ver a cara que têm os meus versos em letra impressa,
Peço que, se se quiserem ralar por minha causa,
Que não se ralem.
Se assim aconteceu, assim está certo.
Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,
Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
Porque as raízes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
Tem que ser assim por força. Nada o pode impedir.
Se eu morrer muito novo, oiçam isto:
Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.
Não desejei senão estar ao sol ou à chuva—
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo (E nunca a outra cousa),
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.
Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão—
Porque não tinha que ser.
Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraído.
Sem poder publicar livro nenhum,
Sem ver a cara que têm os meus versos em letra impressa,
Peço que, se se quiserem ralar por minha causa,
Que não se ralem.
Se assim aconteceu, assim está certo.
Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,
Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
Porque as raízes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
Tem que ser assim por força. Nada o pode impedir.
Se eu morrer muito novo, oiçam isto:
Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.
Não desejei senão estar ao sol ou à chuva—
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo (E nunca a outra cousa),
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.
Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão—
Porque não tinha que ser.
Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraído.
Saturday, February 26, 2005
I read the news today oh boy
About a lucky man who made the grade
And though the news was rather sad
Well I just had to laugh
I saw the photograph
He blew his mind out in a car
He didn't notice that the lights had changed
A crowd of people stood and stared
They'd seen his face before
Nobody was really sure if he was from the House of Lords.
About a lucky man who made the grade
And though the news was rather sad
Well I just had to laugh
I saw the photograph
He blew his mind out in a car
He didn't notice that the lights had changed
A crowd of people stood and stared
They'd seen his face before
Nobody was really sure if he was from the House of Lords.
Friday, February 18, 2005
Seu Jorge, as Pelé dos Santos, translated, adapted, and performed eleven David Bowie songs for us in Portuguese. He sang on the decks of our ship, the Belafonte, while we where running at full steam on the open sea; he sang from the stage of an opera house in Naples; he sang on our studio sets at Cinecitta; and he played one song sitting on the roof of a lighthouse we had built next to a medieval castle. I tried to understand the Portuguese. Thinking on the lyrics in English, I asked, "Jorge, which word means 'cigarrette'?" because none of them sounded anything like it. He nodded and said something very poetic about friendship and hope and the future — but no 'cigarrette'. I took a minute and thought about this, and then I said "OK, but every once in a while add in a 'Rebel Rebel', will you?" I never read any complete translations, but in the end I am convinced that Jorge's words — and unquestionably his beautiful performances— captured the spirit of David Bowie's. Exactly what we were looking for.
Think of all the animals you've ever heard about
like rhinoc'ruses and tigers cats and mink
There are lots of funny animals in all this world
But have you ever seen a panther that is pink?
Think!
A panther that is positively pink,
Well here he is, the pink panther,
The rinky-dink panther,
Isn't he a panther ever so pink?
He really is a groovy cat,
and what a gentleman, a scholar, what an acrobat!
He's in the pink - the pink panther
The rinky-dink panther,
and it's as plain as your nose,
that he's the one and only, truly original,
Panther-pink (panther) from head to toes!
like rhinoc'ruses and tigers cats and mink
There are lots of funny animals in all this world
But have you ever seen a panther that is pink?
Think!
A panther that is positively pink,
Well here he is, the pink panther,
The rinky-dink panther,
Isn't he a panther ever so pink?
He really is a groovy cat,
and what a gentleman, a scholar, what an acrobat!
He's in the pink - the pink panther
The rinky-dink panther,
and it's as plain as your nose,
that he's the one and only, truly original,
Panther-pink (panther) from head to toes!
Saturday, February 12, 2005
Aunque no llegaba a los extremos de esas personas que son incapaces de describir ninguna acción aislándola de una actividad general —esa clase de gente que para decirte que han entrado en una casa tienen también que explicarte que se limpiaron los zapatos, golpearon con el picaporte, empujaron la puerta y entraron, y la puerta se cerró detrás de ellos—, Mayol había pasado a pertenecer —tal vez influenciado por mis palabras de la noche anterior cuando le dije que la vida de alguien no existía si no era narrada y fijada en un papel— a esa clase de individuos que creen que cada escena de su vida es un gran acontecimiento del que hay que narrar una gran parte de los pensamientos, palabras y acciones que contiene.
Friday, February 11, 2005
Smautf has calculated hat in 1978 there would be two thousand one hundred eighty-seven new members of the sect of The Three Free Men, and, assuming none of the older disciples dies, a total of three thousand two hundred and seventy-seven keepers of the faith. Then things would go much faster; by 2017, the nineteenth generation would run a more than a thousand million people. In 2020, the entire planet, and well beyond, would have been converted.
Thursday, February 10, 2005
From this, we made a deduction which is quite certainly the ultimate truth of jigsaw puzzles: despite appearances, puzzling is not a solitary game: every move the puzzler makes, the puzzle-maker has made before; every piece the puzzler picks up, and picks up again, and studies and strokes, every combination he tries, and tries a second time, every blunder and every insight, each hope and each discouragement have all been designed, calculated, and decided by the other.
Tuesday, February 08, 2005
En la plenitud del sueño, se despertó. Eran las cinco de la madrugada, abandonó el hotel. Dejándose llevar por su excepcional capacidad para hundirse, sintió que él era la Atlantida misma y que, en el breve tiempo de una noche, temblaba entre terremotos e inundaciones y, dejando atrás la sardana extraña, iniciaba su último descenso y, en una inmersión muy vertical, se hundía en su propio vértigo y llegaba el país donde las cosas no tienen nombre y donde no hay dioses, no hay hombres, no hay mundo, sólo el abismo del fondo.
—Al fin— murmuró Mayol.
—Al fin— murmuró Mayol.
Monday, December 13, 2004
Equivocar el camino
es llegar a la nieve
y llegar a la nieve
es pacer durante veinte siglos las hierbas de los cementerios.
Equivocar el camino
es llegar a la mujer,
la mujer que no teme la luz,
la mujer que mata dos gallos en un segundo,
y luz que no teme a los gallos
y los gallos que no saben cantar sobre la nieve.
Pero si la nieve se equivoca de corazón
puede llegar el viento Austro
y como el aire no hace caso de los gemidos
tendremos que pacer otra vez las hierbas de los cementerios.
Yo vi dos dolorosas espigas de cera
que enterraban un paisaje de volcanes
y vi dos niños locos que empujaban llorando las pupilas de un asesino.
Pero el dos no ha sido nunca un número
porque es una angustia y su sombra,
porque es la guitarra donde el amor se desespera,
porque es la demostración de otro infinito que no es suyo
y es las murallas del muerto
y el castigo de la nueva resurrección sin finales.
Los muertos odian el número dos,
pero el número dos adormece a las mujeres
y como la mujer teme la luz
la luz tiembla delante de los gallos
y los gallos sólo saben volar sobre la nieve
tendremos que pacer sin descanso las hierbas de los cementerios
es llegar a la nieve
y llegar a la nieve
es pacer durante veinte siglos las hierbas de los cementerios.
Equivocar el camino
es llegar a la mujer,
la mujer que no teme la luz,
la mujer que mata dos gallos en un segundo,
y luz que no teme a los gallos
y los gallos que no saben cantar sobre la nieve.
Pero si la nieve se equivoca de corazón
puede llegar el viento Austro
y como el aire no hace caso de los gemidos
tendremos que pacer otra vez las hierbas de los cementerios.
Yo vi dos dolorosas espigas de cera
que enterraban un paisaje de volcanes
y vi dos niños locos que empujaban llorando las pupilas de un asesino.
Pero el dos no ha sido nunca un número
porque es una angustia y su sombra,
porque es la guitarra donde el amor se desespera,
porque es la demostración de otro infinito que no es suyo
y es las murallas del muerto
y el castigo de la nueva resurrección sin finales.
Los muertos odian el número dos,
pero el número dos adormece a las mujeres
y como la mujer teme la luz
la luz tiembla delante de los gallos
y los gallos sólo saben volar sobre la nieve
tendremos que pacer sin descanso las hierbas de los cementerios
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